Subscreva

Cum sociis natoque penatibus et magnis
[contact-form-7 id="1210" html_class="cf7_custom_style_1"]

Subscribe elementum semper nisi. Aenean vulputate eleifend tellus. Aenean leo ligula, porttitor eu, consequat vitae eleifend ac, enim. Aenean vulputate eleifend tellus.

[contact-form-7 id="984" html_class="cf7_custom_style_1"]

Porque decidi dar uma folga ao Facebook?

Estamos em Setembro, temos vários meses pela frente até começarmos outro ano, e faltam outros tantos até que eu possa ter novamente férias. Descansei imenso nas férias, estive longe de redes sociais, como vos disse aqui, e ainda assim não consegui voltar fresca como uma alface ou como planta bonita que ali está em cima . Noutra altura teria simplesmente ignorado tudo isto, mas hoje preocupo-me mais com o que sinto do que com o que visto de manhã e ,por muito parvo que isto possa ser, acho que a maioria das pessoas se preocupa mais com a segunda questão.

Depois de ter pensado muito sobre o assunto, percebi que há uma coisa que me deixa ansiosa, que não me deixa focar e, acima de tudo, não me deixa descansar, o Facebook.
Consulto o facebook de manhã e ao final do dia, é raro distrair-me com ele no trabalho e por isso não é um problema para mim. Instalei até uma app no computador que me diz no final do dia onde perdi tempo, e acreditem que a maioria dele é mesmo a trabalhar, a app comprovou e eu fiquei feliz. Quem vai comigo passear ou jantar também percebe que nunca deixo uma conversa a meio para olhar para o telemóvel, não considero por isso que tenha um problema como o que muita gente tem. Mas é inevitável, umas duas visitas por dia acontecem e esta sala cheia de gente começou a causar-me alguma ansiedade.

Esta presença constante de milhares de pessoas ali ao lado, esta visita diária a um sítio que não tem silêncio, onde todas as pessoas repetem notícias que ouviram, com o seu parecer, onde tantas outras as comentam, onde toda a gente quer dizer qualquer coisa, tira-me o descanso e afecta mesmo o meu dia. Eu lembro-me da vida sem este burburinho, e acho que gostava mais disso porque sobrava-me mais espaço mental para outras coisas e para estar “sozinha”.

Há quem partilhe o que almoçou, há quem queira dizer que está de férias ou tem uns sapatos novos, e há quem discuta assuntos sérios. Não tenho nada contra nenhuma destas coisas, se calhar já fiz publicações de todos os géneros, o meu problema é mesmo a quantidade de publicações e informação, mais ainda numa altura em que as coisas estão descontroladas e recebo notificações de amigos e de estranhos. Já tentei organizar a coisa de mil e uma maneiras, para ter no meu feed quem realmente me interessa ouvir, mas a tarefa parece ser impossível e acabo até por não receber notícias das pessoas que queria seguir como familiares, amigos e pessoas que estiveram connosco em workshops. Pessoas do Facebook, não sei qual é o algoritmo mas não está a funcionar comigo.

Ontem comentávamos aqui em casa que nos dias de hoje as notícias parecem ser sempre más, sabemos de coisas horríveis todos os dias e o mundo parece andar zangado. Concluímos também que é provável que não estejam a acontecer mais coisas más do que há uns anos atrás, temos sim acesso a mais informação, temos mais “jornalistas” e mais opinião.
Há um local que evito pelo bem da minha sanidade mental, a caixa de comentários de jornais online, porque normalmente o lado mais estúpido da humanidade está lá a comentar em vez de estar a fazer qualquer coisa mais importante, infelizmente sinto o mesmo no facebook e aqui é mais difícil fugir aos comentários.

O Facebook é o local que tira o melhor e o pior das pessoas. No Facebook mostra-se o lado mais feliz da vida, mostramos as viagens que fazemos, os restaurantes que visitamos, mas é o lugar onde não há um “com licença”, um “desculpe” ou um “obrigado”. No facebook todos querem falar ao mesmo tempo e o importante é deixar bem claro qual é a nossa opinião, mesmo que isso signifique atacar alguém. Na rua ou no café isto não é bem assim, e por isso acho que prefiro manter-me nesses locais onde a boa educação ainda vai existindo.

Não falo de redes sociais no geral, e decidi afastar-me do Facebook em particular, porque felizmente existem outras com “menos barulho”, outras onde até posso estar sozinha, longe de comentários, opiniões, e tanta gente, como é o caso do Pinterest ou do Instagram que também parece um paraíso ao lado do Facebook. Eu espero alcançar a paz que procuro deixando para já só uma delas.

Fiquei com mais tempo livre, fiquei mais leve, e começa a crescer em mim a  vontade de fazer bons conteúdos para partilhar aqui no blog, neste sítio sossegadinho onde as coisas não fogem no tempo, onde ninguém se trata mal e onde não aparecem caixas e caixas de coisas a chamar por nós. Vou ter mais tempo para acompanhar os blogs que gosto, e que ficam muitas vezes para depois, e vou poder seguir os sites de inspiração que entretanto ficaram esquecidos. Vou poder escolher o que vejo, porque o Facebook é mil vezes pior do que um canal generalista da televisão, nada se escolhe, aparece-nos tudo à frente.

Sendo assim, continuarei por aqui e pelos outros sítios todos, e espero mesmo sentir-me melhor com esta mudança. Não é definitivo, é uma experiência sem prazo de validade. Há sempre um medo associado a afastarmo-nos destas coisas, não é? Neste momento eu estou com medo de me afastar de mim mesma e de me perder mais ainda. Se sentirem o mesmo, e se quiserem partilhar a vossa experiência, contem-me coisas. Também posso ir falando das mudanças que sentir por aqui 🙂

Aliás, tenho muitas pessoas queridas no Facebook, dessas vou ter saudades, e espero poder ir acompanhando coisas noutros sítios virtuais e continuar a falar convosco <3

Comments

  • Inês Marcelo

    Reply

    <3

    Setembro 6, 2017
  • ana rangel silva

    Reply

    Também já quis deixar o facebook muitas vezes, pela enorme parvoíce que por lá vou vendo… Mas a verdade é que também só o uso para questões profissionais, não ligo a comentários e não partilho grande coisa… para partilhar as melhoras coisas dos meus dias, sem duvida que o instagram é um sitio muito mais bonito para o fazer. Como te compreendo Raquel. Vamo-nos vendo por aqui. Beijinhos.

    Setembro 6, 2017
  • miriam

    Reply

    tão bem resumido =) apesar de continuar presente também eu me tenho vindo a afastar lentamente do fb. o barulho de que falas também a mim me causa confusão e me distrai do que é mais importante. continuam a aparecer aas minhas publicações, que faço no instagram e strava, que vão lá ter… de resto nem ao mural vou ver o que se passa, vejo as memories e pouco mais. continuo a acompanhar as tuas coisas bonitas por aqui e pelo instagram, como sempre fiz.
    um abracinho <3

    Setembro 6, 2017
  • joana

    Reply

    olá 🙂 ando com a mesma vontade (quase necessidade, ou pelo menos parece que assim se vai tornando), mas tenho uma dúvida: quando o apagas consegues recuperá-lo um dia, se quiseres? com as pessoas que tinhas? não consigo perceber bem isso quando pesquiso e é aquilo que me tem feito hesitar. tenho quase a certeza de que neste momento me faria bem, mas não queria apagá-lo para sempre e perder as ligações que tenho.
    ainda bem que o fizeste. não há nada pior do que sentirmo-nos afastar de nós próprios, e de nos perdermos pelo caminho. e todo o ruído que possamos calar (no fb e noutros sítios e contextos) só nos ajuda.
    já pensei em não apagar e simplesmente tentar disciplinar-me para não ir lá, mas é muito difícil 🙂 por isso queria uma solução mais definitiva, mas que não fosse final (pelo menos é o que penso agora).
    beijinhos e obrigada!
    joana (paes)

    Setembro 6, 2017
      • joana

        Reply

        olá 🙂
        engraçado, ainda não tinha lido a tua resposta e estou a fazer exatamente o mesmo! a única app que mantive no telemóvel é a do messenger, porque há pessoas com quem comunico por aí, mas apaguei a app Facebook e há já vários dias que não acedo de todo, nem a partir do computador. e está a saber-me tão bem! ao princípio era estranho, porque tinha mesmo o hábito (vício?) de me ligar, mas quanto mais dias passam melhor sabe e mais fácil é 🙂
        beijinhos, querida raquel!

        Setembro 20, 2017
  • Ema Magalhães

    Reply

    Exactamente o que eu penso, muito bem explanado.
    Como escrevi no Instagram, são os grupos e apenas os grupos que me mantêm no facebook. Tenho grupos de família, de mamãs, de ambiente, … E nesta fase de mudanças, a vários níveis, têm-me dado muito jeito.
    Também tenho a dúvida da Joana: é possível arquivar o nosso perfil e um dia, se quisermos voltar, recuperá-lo?

    Setembro 6, 2017
  • Dulce

    Reply

    Olá! Já não sei se este mês faz 3 ou 4 anos que cancelei a minha página de FB.
    Apesar de na altura haver coisas positivas,nomeadamente chats que mantinha com algumas amigas onde só dizíamos parvoíces e era um fartão de rir, a grande maioria dos conteúdos não me interessava para nada, não acrescentava nada à minha vida e comecei a achar que era pura perda de tempo. Até mesmo os chats começaram a interferir com o rendimento do meu dia a dia, uma vez que não era suficientemente disciplinada para me desligar pois queria estar sempre a par das conversas.
    20 minutos, supostamente só para espreitar, transformavam-se facilmente em 2 horas sem eu dar conta!! Mas houve um dia , depois de entrar no FB e só ver inutilidades pensei ” mas porque é que eu ainda perco tempo com isto?” e naquele instante decidi apagar a minha conta. Desde então No regrets!
    Sinto que ganhei muito mais tempo de qualidade. Leio mais, entretanto aprendi crochet e a bordar e foco-me mais em mim e na minha família, estando mais presente e não completamente alienada.
    Comparo muitas vezes o FB a um buraco negro que suga momentos tão preciosos das nossas vidas. Há tanta coisa gira para fazer, coisas novas para aprender! Não tenham dúvidas, depois de se decidirem não vão lamentar e vão até sentir um alívio!
    Sobre se dá ou não para reactivar, penso que sim, durante 1 mês ou assim mas não tenho a certeza.
    Beijinhos para todas

    Setembro 6, 2017
  • Vera Ferraz

    Reply

    Confesso que já pensei muito e consegues escrever muito daquilo que penso mas também é o Facebook que me facilita bastante a comunicação no blogue. Como uso não é possível ter a página sem perfil pessoal, ainda me vou mantendo por lá…

    Setembro 6, 2017
    • Urbanista

      Reply

      Sofro do mesmo problema e por isso uso a aplicação Pages para gerir a página do meu blogue sem ter de passar pelo mural do Facebook, essa trash TV dos tempos modernos. Para quem precisa gerir grupos, que também é o meu caso, uso outra aplicação, Grupos e ainda a Adverts para quando faço publicidade na página. Passam-se semanas sem ter de espreitar o Facebook e, ao fim de uns tempos, já nem usamos no desktop. As aplicações funcionam na perfeição 🙏🏻

      Setembro 7, 2017
  • Joana Álvares

    Reply

    Adorei o teu comentário querida Raquel e identifico-me com imensa coisa, preferindo outras redes sociais, mais soft e aparentemente mais educadas. Revejo-me!! Tenho andado quase incógnita e prefiro apenas comentar e aprender nos grupos dos meus interesses. Beijinho grande e espero vermo-nos em breve. Xi-<3

    Setembro 6, 2017
  • LucieLu

    Reply

    Apaguei a minha conta vai para 5 anos. Sou viciada em blogues, e talvez em histórias e informação no geral. Passava demasiado tempo a tentar descobrir sempre mais e mais. As políticas do FB já na altura não me agradavam e tive demasiado tempo para entrar no Instagram mas não consegui resistir.
    Relativamente aos comentários, se a conta for desativada e passarem 14 dias em teoria não se consegue recuperar nada. Mas há possibilidade de fazer o download de tudo o que já esteve no Facebook, conversas, fotos de perfil e mural.
    Como em tudo na vida o segredo há-de estar no equilíbrio, mas para mim estava a ser impossível. Ainda assim reconheço que nalguns casos é uma excelente ferramenta de trabalho.

    Um beijinho,Lu

    Setembro 7, 2017
  • Claudia

    Reply

    De tudo o que escreveste, gostei imenso desta frase “porque o Facebook é mil vezes pior do que um canal generalista da televisão, nada se escolhe, aparece-nos tudo à frente.” e aqui acho que acertaste na mouche. É mesmo isto. Todos os dias somos bombardeados com informação que nos cansa o cérebro e muitas das vezes não damos sequer conta. È a publicidade nos outdoors, nos vídeos no Youtube, no FB, no IG… o Google sabe de tudo o que pesquisamos e dá-nos o que acha que queremos ver, mesmo sem pedir. Depois são os comentários, as notícias, as opiniões que cada um acha que precisa de dar, senão o mundo fica um lugar menos justo. As notícias que são mal escritas, as notícias que são enganosas… tudo nos entra pelos olhos e cabeça adentro, sem pedir licença. E o que mais precisamos numa altura destas é precisamente de silêncio. Esse silêncio que é tão precioso e que muitos não sabem que precisam, nem sabem lidar com ele.

    Setembro 7, 2017
  • Sofia Garrido

    Reply

    Como é bom ver que mais pessoas sentem o mesmo e ponderam decisões destas!
    Este é um assunto sobre o qual já falei com várias pessoas próximas, e sobre o qual comecei até a escrever uma publicação no blog que ainda tenho em rascunho.
    Cheguei a ponderar fazer o mesmo e a minha preocupação era gerir as páginas no Facebook, mas também vi que é possível fazê-lo sem ter um perfil pessoal. Ainda assim acabei por mantê-lo mas fiz algo que me tomou algum tempo mas valeu a pena – criei uma lista de amigos na qual adicionei todas as pessoas que realmente me interessam acompanhar por lá. Fiz bookmark à página e agora sempre que acedo ao Facebook é através desse link directo e nunca pela home page. Livrei-me de muito ruído. Também percorri todas as páginas que seguia e eliminei imensas.
    “Curar” a rede social foi trabalhoso mas valeu a pena! 🙂

    Setembro 7, 2017
  • Ana Lado B

    Reply

    Olá Raquel 🙂 há já algum tempo que não fazia uma visita ao v/ blog. Hoje lembrei-me do “we blog you” e passei por aqui e, como nada acontece por acaso, já percebi porquê: este post! Fez-me tão bem lê-lo, senti-me “bem-vinda ao clube”. Sempre senti o fb como um agente poluidor! É tão raro eu entrar no feed do meu perfil, mais raro ainda fazer publicações. Vou lá para aceder às páginas relacionadas com a minha actividade profissional, de resto, quase nada. Faz-me muita confusão a forma como a maioria das pessoas se expõem e regurgitam palavras, agressivas, abusadoras e idiotas. Isto ou uma feira de vaidades, também não há pachorra! Mas também tenho por lá gente bonita, inteligente, que sabe muito bem fazer o correcto uso da rede, e é por esses que permaneço. Já com o meu “Lado B” é diferente, como é muito específico e direccionado, a coisa não chateia… pronto, tb há algumas que prefiro não ver, mas é diferente, prendem-se com o sentido de “bonito” ou de criatividade, mas não me atingem o coração, nem a sanidade, de todo. Raquel, obrigada por esta excelente partilha, já não me sinto “aquela pessoa esquisita e outsider que não faz uso do fb” 🙂
    Desejo-vos dias felizes!

    Setembro 21, 2017
  • Isabel

    Reply

    Adorei este testemunho. Acho que sito exactamente o mesmo, só nunca tive coragem de o admitir nem a mim mesma. Obrigada pela partilha.

    Setembro 23, 2017

Leave a comment