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Sugestão de fim-de-semana minimalista

Já é outra vez sexta-feira e por isso o post vem com sugestão fresquinha para o vosso fim-de-semana.
Minimalism, é um documentário não muito recente mas que só está disponível no Netflix agora. Antes era difícil vê-lo de forma gratuita, e por isso eu já andava ansiosa por ele há algum tempo. Vi esta semana e como adorei quis partilhar convosco e deixar aqui a sugestão para o verem também.

O princípio do minimalismo atrai-me cada vez mais, mas não pensem que ando completamente virada ao contrário e que quero muito ter na minha sala uma cadeira e um tapete, só! Não é nada disso. Sei bem quais são as coisas que me dão conforto, aquelas que preciso ter por perto para me sentir em casa, e dessas não abdico. O exercício está sim no retirar tudo aquilo que de facto não faz falta, não tem função e não adoramos. Se há por exemplo uma pinha de loiça cá em casa, que não tem função nenhuma, mas que eu adoro, ela não deve sair. Mas todos temos tralhas e tralhas que não nos dizem nada e que se estivessem longe nem nos lembraríamos delas.

Vivemos agarrados a coisas, compramos sempre mais coisas, achamos que precisamos de mais isto ou aquilo e toda a nossa vida passa a acontecer em torno de coisas. Trabalhamos muito para as podermos comprar, quando as compramos estamos a pensar no que vem a seguir, e esta cultura está a tirar-nos o sossego e o foco das coisas mais importantes na vida. Somos um bocadinho ingénuos, mas eu acredito que há aqui um despertar que pode mudar a vida de muitos de nós.

Acredito nesta arrumação, nesta seleção, neste simplificar que nos pode fazer mesmo bem. Depois de estar feita temos uma nova oportunidade para escolher muito bem o que entra cá em casa e trazermos só o que adoramos.

Ainda acerca disto deixo-vos uma sugestão de um livro que comprei há uns meses, da Marie Kondo e que fala mesmo disto. Temos de gostar muito de tudo, apreciar cada objecto que temos em casa, desde a tesoura ao tupperware, e eu identifico-me muito com isto.

Vou dar-vos alguns exemplos do que faço para perceberem como podem ser minimalistas sem terem de viver entre quatro paredes vazias. Podem viver melhor, de forma mais consciente, sem terem de ir a um extremo que vos leve ao desconforto.

O exemplo da cozinha, e que costumo dizer sempre a quem me atura, é o dos tupperwares. Eu acho que mesmo o que está escondido dentro de armários tem de ser bonito, porque esses armários são abertos e é bom encontrarmos coisas que gostamos. Então, em vez de termos, por exemplo, recipientes de plástico barato e que fica estragado ao fim de pouco tempo, podemos investir mais um bocadinho por uns de vidro que duram uma vida (se não forem desastrados e não partirem coisas a cada duas semanas) e fazem melhor à nossa saúde. Cá em casa os tupperwares são todos de vidro, fui comprando aos bocadinhos e não custou nada.

Agora outro exemplo que é daqueles que há uns anos atrás nem me passaria pela cabeça e hoje só faz sentido assim. No ano passado comprei os meus primeiros óculos de sol decentes (eu sei, é uma vergonha porque já passei dos 30 há uns anos) com lentes de qualidade e com preço já de gente crescida. Até então comprava alguns todos os anos, sempre baratos porque eram giros e eu achava que precisava sempre de uns em melhor estado. Claro que ao fim de um ou dois meses já estava a olhar para outros, podia comprar vários (e isto aplica-se a sapatos ou a malas) nunca chegavam, havia sempre uns diferentes para comprar.
Como vos disse, no ano passado comprei uns bons, coloquei umas lentes decentes porque aqui a pessoa vê mal ao longe, e desde então só uso estes e não tenho vontade sequer de usar outros. Sei que me irei cansar deles um dia, mas já percebi que a coisa não acontece tão rapidamente como com os outros. Gosto mesmo deles, pensei muito antes de os comprar, coloquei umas lentes que me dão muito conforto, e por isso não há motivo para querer usar outros. Vão durar muito e, no mesmo intervalo de tempo, eu teria comprado vários pares que até ultrapassariam o custo destes. Os outros já foram todos dados e não andam por ali aos trambolhões.

Para mim a vantagem está em vivermos de forma mais simples e menos caótica, rodearmo-nos de coisas boas e com qualidade, e sermos mais preocupados com a produção que antecede a chegada dos produtos às nossas mãos. Para eu comprar uns óculos a 20€ houve muita gente mal paga e que vive até em condições desumanas.. Eu já fui mais inconsciente e por isso não estou a julgar quem faz o contrário, mas quando nos chega informação ao sofá, sem termos sequer de sair do nosso conforto para a receber, temos de ser muito totós para não mudarmos coisas na nossa vida.

Estamos cá para crescer todos os dias, para aprendermos a viver melhor connosco e com os outros, e se estagnarmos seremos a pior versão de nós mesmos.

Por aí, temos algum minimalista ou alguém cheio de vontade de ser? 🙂

Comments

  • Carol Vieira

    Reply

    Tenho muita facilidade em me desapegar das coisas, desde roupas a objetos, não tenho problema com isso. Meu próximo passo é deixar a casa com ar mais minimalista, mas como divido apartamento com outras meninas fica difícil, certeza que quando eu tiver meu apartamento, será minimalista.

    Abril 7, 2017
  • ana rangel silva

    Reply

    quero muito ter uma casa assim. com as minhas coisas, roupa e acessórios, já vou pensando assim e não é por querer usar marcas, é porque se comprarmos uma coisa melhorzinha que apesar de ser mais cara, vai-nos durar mais tempo e é muito melhor. adoro essa filosofia*

    http://www.mentamaishchocolate.pt

    Abril 7, 2017
  • Claudia

    Reply

    Ter mudado de casa no ano passado foi ótimo para destralhar, destralhar quando embalei tudo e destralhar uma segunda vez quando quis decorar com as minhas coisas uma casa que já estava decorada. Foram dois bons momentos de selecção e acredito no mesmo que dizes, em todos os sítios e cantos da casa as coisas têm de ser bonitas. Até cabides bonitos gosto de ter com a roupa, os tupperwares deram lugar a caixas de vidro, e por aí fora. Tenho de ir espreitar esse documentário! Acho que já tínhamos falado nele um dia! Beijinhos*

    Abril 7, 2017
  • Micaela

    Reply

    Olá Raquel,

    Gosto do estilo minimalista, mas tenho imensa dificuldade em desapegar-me das coisas. Infelizmente sou daquelas pessoas que guarda tralha a pensar que futuramente ie ela irá servir para alguma coisa. Vou assistir documentário Minimalism a ver se consigo começar a destralhar. Beijinhos.

    Abril 8, 2017
  • Ana, Go Slowly anagoslowly.blogspot.pt

    Reply

    Tão bom que o minimalismo tenha chegado a estes lados 🙂
    Criei o meu blog em 2012 precisamente porque tinha descoberto este estilo de vida e mexeu completamente comigo.
    Identifiquei-me totalmente! 🙂
    E a grande vantagem é que cada um tem a sua definição de minimalismo, o que poderá passar ou não por viver numa casa só com um sofá e um tapete ehehe
    No meu caso, vejo o minmalismo como algo que me permite eliminar aquilo que não interessa (sejam objectos, pessoas, compromissos) e adicionar aquilo que interessa e que é mais importante para nós. Podem ser velas, mantas, um sofá novo, um novo hobbie… enfim tudo aquilo que nos faça sentir bem! O minimalismo vai muito além das coisas físicas 🙂
    Adorei o documentário, mas também sou suspeita pois já sigo os The Minimalists desde 2011 e eles são uma verdadeira inspiração 🙂
    Resumindo, mesmo para quem não é nem pretende ser minimalista, este estilo de vida tem inúmeras vantagens, pois simplifica-nos a vida e obriga-nos a viver com o essencial e acima de tudo a repensar/reflectir/pôr em causa um estilo de vida extremamente consumista que só nos prejudica a nós e ao ambiente.
    Se quiserem pesquisar mais sobre o assunto, pesquisem também sobre armário-cápsula (acaba por estar associado e simplificou imenso a minha vida!)
    Beijinho*

    Abril 11, 2017
  • Renata Junot - www.contodoporto.com

    Reply

    Tive uma deliciosa coincidência na vida que foi ter lido o livro da Marie Kondo e logo em seguida a vida me deu a surpresa da minha mudança do Brasil pra Portugal. Portanto juntei a “fome com a vontade de comer” e fiquei em colocar dentro das malas somente o que eu realmente amava e me fazia feliz. Pude fazer o processo todo da Marie cm todas as coisas que eu possuía (e quanta tralha tinha acumulada!!). O melhor de tudo foi poder começar uma nova casa do zero com esse pensamento de comprar direito desde do tuperware até os móveis, mesmo que devagarinho… e como me sinto menos ansiosa em querer sempre comprar mais e mais feliz no dia a dia! 🙂 Outra coincidencia, escrevi um post sobre esse assunto essa semana também, entra no meu blog em breve! <3
    Ah e obrigada pela dica do documentário, esse ainda não vi, vou procurar pra assistir! bjinhos

    Abril 21, 2017

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