Subscreva

Cum sociis natoque penatibus et magnis
[contact-form-7 id="1210" html_class="cf7_custom_style_1"]

Subscribe elementum semper nisi. Aenean vulputate eleifend tellus. Aenean leo ligula, porttitor eu, consequat vitae eleifend ac, enim. Aenean vulputate eleifend tellus.

[contact-form-7 id="984" html_class="cf7_custom_style_1"]

Dicas para Flatlays deliciosas com o Andrajos

Já acompanhamos o Andrajos e as suas bonitas Flatlays no Instagram há muito tempo (até falámos dele aqui). As suas fotos minimalistas e as suas receitas deliciosas enchem-nos os olhos e às vezes o palato! No entanto, foi num dos nossos workshops que conhecemos o Nuno, a pessoa por de trás do blog de que já éramos fãs. Podemos dizer-vos que ele é daqueles que não desilude e é tudo aquilo que mostra no blog. Queremos muito passar a ter alguns guest posts, com pessoas que nos inspiram a dar-vos dicas sobre o que de melhor fazem. O Andrajos foi um dos primeiros nomes  surgir e hoje vai falar-vos do seu processo criativo e de como criar flatlays perfeitas. Vejam lá e sintam-se inspirados:

Após o desafio que me foi lançado aqui pela malta do We Blog You, venho então aqui debitar partilhar toda a minha sapiência sobre um processo criativo e inspiração por detrás de um blogue. Como já ando a bater pé (ou no teclado de vários computadores que, entretanto, viraram fósseis) faz algum tempo neste mundo virtual, posso então partilhar algumas ideias e quem sabe até inspirar-vos a criarem o vosso próprio cantinho. Sem mais demoras, aqui vamos nós!

Todo o processo criativo começa pela inspiração. Eu sei que é mais fácil de afirmar do que fácil de encontrar. Não, não é tão simples como abrir uma caixa e a inspiração encontra-se lá dentro à nossa espera! É preciso deixar que esta venha até nós. Ou então, estimulá-la, se assim o podemos dizer. Por vezes o melhor mesmo é desconectar com aquilo que queremos criar e esta virá ao nosso encontro, mais tarde ou mais cedo (dedos cruzados – figas dirão vocês – que antes mais cedo que tarde!). Um bloqueio criativo pode ser resolvido assim, simples! No entanto, tantas outras vezes é preciso ‘provocar’ a inspiração.

É preciso estimular o nosso processo criativo procurando inspiração e esta busca pode ser feita das mais variadas formas. A mais simples e comumente praticada pela sociedade em geral – as redes sociais, nomeadamente o Instagram (sim, nada de novo aqui!) e o Pinterest – o auto-denominado, “catálogo mundial de ideais”. Colocar gostos, guardar fotos, print screens (quem nunca, não é?!) e pin!, pin!, pin! por essa internet fora. Também o faço! É um estímulo visual rápido que faz sentido, que me desperta ideias e me dá a conhecer as novidades. Contudo, existem tantas outras formas, que uso e abuso.

Falemos então de livros e revistas, relacionadas com o tópico em questão ou não – já li sobre food photography bloggers que buscam inspiração para fotografias de culinária em revistas de moda, de forma a absorver padrões, estilos e de que maneira são as cores combinadas. Ler um livro – um romance por exemplo, pode ser uma boa forma de descobrir uma nova realidade e inspiração (o nome do meu blogue deve-se ao Gabriel García Márquez e 100 anos de solidão). Eu gosto de me inspirar nestas diferentes coisas e nos resultados engraçados que proporciona.

Podemos abordar outra forma, que é tudo o que nos envolve. As conversas com conhecidos (ou desconhecidos!), os restaurantes, cafés e todos os outros espaços que frequentamos e também as cores das frutas e vegetais dos mercados de fim-de-semana depois de uma aula de yoga acrobático (não, ainda não vou a uma aula de yoga antes do brunch de domingo como um verdadeiro New Yorker – num futuro próximo, me aguardem!) São as viagens que realizamos (nem que seja em livros e revistas, ou até aquela viagem às praias desertas do Nordeste Moçambicano no Google Maps – sim essas também contam), são as memórias que guardamos e que atentamos replicar e são todas aquelas vivências da diversidade social que nos ajudam a encontrar inspiração.

São tantas a formas e para mim estas são aquelas que mais me estimulam e excitam. Que me ajudam a passar à fase seguinte, porque este processo criativo não pára – pode é talvez mudar de rumo, mas é sempre evolutivo.

Agora que já ficaram com uma ideia de como é o meu processo de inspiração podemos passar à fase seguinte: colocar a inspiração a funcionar e colher os frutos. No meu caso é ir para a cozinha e preparar uma refeição maravilhosa, para saborear entre amigos maravilhosos, numa mesa com uma decoração maravilhosa e tirar uma foto maravilhosa para o Instagram que me vai render maravilhosos likes. Nah, estou a brincar. Não é tudo maravilhoso, mas quase.

A minha parte preferida é mesmo ir para a cozinha e botar as mãos ao lume (às vezes, literalmente). Aliás, eu tenho cá para mim, que apenas organizo small gatherings com amigos como desculpa para poder passar horas na cozinha, em pé, no meio da confusão, com tudo fora de sítio, num verdadeiro apocalipse épico, a cozinhar comida exótica que vou obrigar os meus amigos a provar e afirmarem que amam, até raparem o fundo do tacho sob pena de a nossa amizade acabar ali mesmo as mais variadas iguarias.

Quando na cozinha me encontro é deixar uma receita alinhavada para depois obrigar os meus amigos a degustar, tal como quando a Rachel fez aquela maravilhosa sobremesa (english trifle) de carne picada e compota em Friends criar/experimentar, mas nada muito rígido – deixar espaço para inovar no momento, porque a ousadia é amiga da culinária (digo eu!). O improviso dá lugar a coisas diferentes e interessantes e torna tudo mais divertido. Dá origem a comidas distintas, por vezes exóticas e uma ou outra vez intragáveis – tal como aquela vez que, porque ia mudar de casa e precisava de esvaziar a dispensa resolvi criar um prato de massa, cozinhando tal como indicava na embalagem, uma massa de aletria em molho de tomate. Ora ficou, obviamente, maravilhosamente intragável – uma aletria de natal salgada numa bela tomatada, com uma textura pastosa para lá de cozida, que foi devorada até ao fim porque eu não deito comida fora (ver o documentário Global Waste, sobre o desperdício alimentar mundial – poderoso!) e apesar de não bater o tico no teco (o meu cérebro não conseguia decifrar aquela mistura) sempre dá lugar a histórias que merecem ser partilhadas (apenas as histórias – e não aquela tomatada de aletria em época são joanina).

O restante, é um processo natural de ir criando e experimentado. Tirar fotografias (tópico a ser abordado também mais abaixo) e decorar uma mesa é algo que não ensaio muito. Quem me segue, sabe que gosto de coisas simples e com muita luz, por isso uso estes dois aspectos a meu favor: boa exposição solar e deixar que o objecto (neste caso a comida) seja o centro de atenção, porque pode não ter parecido, mas aproveitar o máximo de tempo possível para estar com os amigos à mesa é o meu objectivo. Depois para finalizar o processo, é tratar as fotografias – Photoshop, Lightroom, VSCOcam, Snapseed, Instagram, quantas forem precisas até à exaustão.

No final de contas só tenho de partilhar estas experiências para esse lado, através do blogue, escrever aquilo que se passa no momento e criar uma sensação de intimidade, porque essa intimidade dá origem à partilha e essa é a mais valia de um blogue – a partilha.

Por fim, depois desta jornada – quem até aqui leu já deve estar exaurido – partilho aqui algumas ideias (dicas?!) para tirar fotografias em flat lay – principalmente de comida, lindas e maravilhosas para render esses maravilhosos likes no Instagram. Vai depender muito do gosto pessoal e daquilo que quiserem transmitir, mas alguns truques básicos dão sempre uma ajuda para tirar boas fotografias de cima, que tão populares são nesta rede social.

1. Simplicidade: Constatando o óbvio, a simplicidade é uma boa forma de evidenciar algo sem cair em exageros, que permite o olhar focar aquilo que se pretende e deixar o resto como um espaço vazio. No entanto, para tornar tudo mais fácil, pode-se sempre usar a regra dos três c’s: coesão, complementaridade e competição. Assim sendo, perceber se tudo junto consegue contar a história que pretendemos – coesão, se os objectos que adicionamos à nossa imagem realçam o nosso objecto/história – complementaridade e por fim, se tudo aquilo que usamos como extra não ofusca o objecto principal ou até se a luz é a ideal para contar essa mesma história – competição. Desta forma simples contar a história que pretendemos.

2. Food Props: Objectos que ajudem a enquadrar e que sejam bonitos para o food styling que pretendemos. Não, não têm de ser caros e muito menos fazer parte de um set completo. Mercados e lojas de segunda mão são os melhores locais para se encontrar aqueles talheres vintage que tanto se cobiça, aquele prato branco em enamel com a borda azul que já vem até rachada (assim não temos de chegar a casa e estar a martelar para ficar com um look imperfeito como queremos!) ou aquela chávena de louça inglesa muito vintage. Com uma pesquisa adequada, encontramos todos estes props por um preço irrisório e depois é só combinar. 1 pano de cozinha, 4 garfos, taças em cima de taças e uma jarra de flores e toda a comida fica mais bonita.

3. Plano: Numa flat lay, uma das coisas mais importantes é que os objectos estejam nivelados. Aquilo que observamos a olho nu não será necessariamente aquilo que a nossa máquina fotográfica ou o telemóvel (principalmente) irá captar. Existem sempre distorções da lente que têm de ser corrigidas, porque as lentes tendem a arredondar quando chegamos aos extremos e que acabam por estragar o nosso objectivo final: uma flat lay perfeita. Evidentemente, que estas distorções podem ser corrigidas numa edição á posteriori, contudo, podemos colmatar esta distorção à priori, colocando moedas, debaixo dos objectos até ficarem todos nivelados, panos ou outros objectos que estejam à mão e fazendo com que quando a máquina for captar esta imagem para a lente esse desnível já não exista (ou que pelo menos seja facilmente editável!).

Estas dicas, são mais apropriadas a food photography mas podem ser aplicadas a qualquer outro estilo de lifestyle photography. Com prática tudo se aprende e estas dicas não são para ser seguidas rigidamente. Podem ser quebradas e se forem audaciosos, quebrá-las, porque, em exemplo, no que toca a food photography podem usar cores contrastantes, produzir resultados exuberantes e marcar dessa forma o vosso estilo fotográfico.

Espero que tenham apreciado acompanhar-me nesta montanha russa da vida por detrás de um blogue e que tenham tirado algumas ideias – quanto mais não seja, tomate e aletria definitivamente não combinam. Partilhem então o que vos inspira e o que vos faz querer criar algo novo desse lado. Ahh e se tiverem dicas boas para fotografias não as guardem só para vocês.

Sigam o Andrajos no blog, no facebook e no instagram.

Written by:

Designer, photographer, musician and dog lover.

Comments

  • ana rangel silva

    Reply

    adorei as dicas. também eu tento me inspirar nas coisas menos óbvias, que sempre ajudam no nosso trabalho, no processo criativo.
    parabéns ao trabalho da andrajos e parabéns a vocês por esta rubrica. queremos mais!

    http://www.mentamaischocolate.pt

    Abril 18, 2017
  • Carina

    Reply

    Post maravilhoso! Mesmo.

    Abril 19, 2017

Leave a comment