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BERLIM, um passeio feliz

Como ontem vos disse, fui passar o fim-de-semana ali a Berlim. Comprámos a viagem já em Novembro, por pouco mais de 50€ ida e volta, e na altura achámos que era boa ideia comemorar por lá o aniversário do Francisco. Só depois de comprada é que percebi no que nos tínhamos metido, no frio, nas baixas temperaturas e nas férias complicadas, mas agora que passou, sei que foi uma boa aventura, até porque nunca tinha passado por dias assim, tão branquinhos na rua, e vá, foram bonitos.

Vi muita coisa, senti muitas coisas diferentes, e por isso decidi fazer hoje um post e amanhã outro. As fotografias são algumas mas seria impossível passar para esse lado texto e mais texto sem imagens.
Quero falar-vos do que vi, onde vi, e amanhã falo-vos das coisas mais sérias, igualmente imperdíveis, e de alguns cafés que visitei. Espero que gostem!

 

Hoje o post é dedicado à cidade feliz, aquela que apesar do frio se pinta de muitas cores, brinca na neve e nos arranca sorrisos. Digo isto porque sentimos uma série de outras coisas, menos felizes, consequência da história da cidade e do país, mas a isso vamos amanhã, e amanhã também vamos aos cafés bonitos que visitei e que estão espalhados por toda a cidade, para não acabarmos este passeio um bocadinho tristes.

Em cada esquina há um café e uma bicicleta. Com tanto frio os cafés são de facto os lugares que chamam por nós, e beber um chá ou qualquer outra coisa quente é das melhores coisas que se pode ir fazendo entre caminhadas. Por lá a bicicleta é muito usada, até semáforos para elas existem, e nós queremos muito voltar com sol para poder descobrir mais cidade porque ela é de facto enorme!

Nestes dias estivemos nos distritos que constituem a cidade, e podemos dizer que gostámos de todos, e que são todos muito ricos em ofertas para quem visita a cidade.É cidade que não acaba, e nós passeámos por Wedding, Mitte, Kreuzberg, Friedrichshain, Prenzlauer Berg e ainda demos um saltinho a Schoneberg, e visitámos a casa onde o David Bowie viveu quando esteve em Berlim. Claro que a porta e o passeio estão cheios de flores e dedicatórias, o que só deve dificultar a vida a quem lá vive hoje, mas que é uma homenagem muito bonita.

 

 

 

 

 

Quem me conhece sabe que passava o dia metida neste sítio sem me cansar. Estamos a começar pelo Mauerpark, que fica em Prenzlauer Berg, e que aos domingos é o sítio que se enche de vida e de gente. Há concertos, cafés ao ar livre, espaço para passear e caminhar, e um flea market de cortar a respiração de tanta coisa bonita que tem. Nós achávamos que com tanto frio não iria acontecer ali grande coisa, ainda assim decidimos ir para aquela zona e ainda bem que fomos, nada se perdeu com o frio, estava tudo lá na mesma e cheio de gente.
Ali à volta vão tropeçar em cafés e lojas bonitas, posso deixar-vos aqui algumas ruas que gostámos muito, Kastanienallee, Oderberger e Sredzkistrasse, todas ali perto do parque. Mas se tiverem mais tempo explorem a zona porque vale a pena.

Na zona de Friedrichshain-Kreuzeberg, fez-se passagem pelo edifício desenhado pelo Siza Vieira, Bonjour Tristesse. Foi o primeiro projecto internacional do Siza, no pós guerra em que era preciso reconstruir a cidade. É um edifício de habitação social e o que sentimos ao passar lá foi mesmo tristeza porque está tudo muito sujo e mal tratado. No entanto o impacto que tem na rua é imenso e fica mesmo ali ao lado da Oberbaumbrucke, onde fizemos a passagem para o outro lado e onde temos uma extensão enorme de muro de Berlim acompanhado de arte Urbana.

A cidade tem contrastes muito grandes, está cheia de coisas bonitas, desde aquelas fachadas mais limpinhas que vemos lá em cima, até às coisas mais escuras. O mais importante e o mais bonito é sem dúvida o facto de as pessoas viverem a cidade, e até com frio e neve há livros disponíveis na rua. Em qualquer lado se come ou se toma café, mesmo na rua, e claro que houve quem não resistisse às salsichas :p

 

Em cima podem ver o Checkpoint Charlie, que também visitámos ao passar por Kreuzeberg. Para mim ainda é complicado entender que estas pessoas só passaram por grandes dramas, e que nem depois do final da guerra tiveram paz. Viver numa cidade dividida, onde amigos e família podem estar do outro lado, haver mortes por ter havido vontade de passar para o outro lado, é tudo tão estúpido que parece que foi tudo há muito mais tempo e não num passado recente. Este local era um dos postos militares que separava o lado Oriental do Ocidental da cidade. Hoje é todo um arranjo para turistas, com figurantes fardados, mas não deixa de nos relembrar o que significou durante muito tempo para muitas pessoas.

E a par de tudo o que vos mostrei lá em cima há toda uma cidade nova, misturada com monumentos e símbolos inconfundíveis. Em cima podem ver uma parte da zona onde toda a cena política acontece, as Portas de Brandeburgo e por último a Torre TV, que se vê de qualquer ponto da cidade. Tudo isto já na zona de Mitte.

Espero mesmo que tenham gostado, amanhã faço um outro post, só para este não ficar ainda mais carregado 🙂
Quem não visitou a cidade ficou com vontade de pôr lá os pézinhos?

 

Comments

  • As fachadas coloridas, o flea market, a foto linda que o Francisco te tirou 🙂
    Venha mais! <3
    Beijinho bom

    Janeiro 27, 2016
  • ó Raquel 😀 esqueci de te perguntar, experimentaram chucrute com salsicha? é tãooooooo bom! 😀 😀 e pronto, era isto!

    Janeiro 27, 2016
  • Muito giro, fiquei com vontade de visitar =)

    Janeiro 27, 2016

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